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Historia da Lingua Portuguesa

 

 

O português desenvolveu-se na parte ocidental da Península Ibérica a partir do latim falado trazido pelos soldados romanos desde o século III a.C.. A língua começou a diferenciar-se das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V d.C.. Começou a ser usada em documentos escritos cerca do século IX DC, e no século XV DC já se tinha tornado uma língua com uma rica literatura.

Em 30 a.C., os romanos conquistaram a parte ocidental da Península Ibérica, composta principalmente pelas províncias romanas da Lusitânia e da Galécia (actualmente, essa região compreende as regiões centro-norte de Portugal e a recentemente constituída euro-região Galiza-Norte de Portugal). Até então estes povos tinham-se mantido autónomos. Os soldados romanos trouxeram com eles uma versão popular do Latim, o Latim Vulgar, do qual se acredita que descendem todas as línguas latinas e que contribuiu com cerca de 90% do léxico do português. Embora a população da Península Ibérica se tenha estabelecido muito antes da colonização romana, poucos traços das línguas ibéricas nativas persistiram no português moderno. Os únicos vestígios das línguas anteriores encontram-se numa parte reduzida do léxico e na toponímia da Galiza e Portugal.

A língua portuguesa é uma língua de origem românica, que teve origem na Galiza e no norte de Portugal, derivada do latim vulgar falado pelos povos pré-romanos que habitavam a parte ocidental da península Ibérica (Galaicos, Lusitanos, Célticos e Cónios) há cerca de dois mil anos. O idioma espalhou-se pelo mundo nos séculos XV e XVI quando Portugal estabeleceu um império colonial e comercial (1415-1999) que se estendeu do Brasil, nas Américas, a Goa, e outras partes da Índia. Macau na China e Timor-Leste. Foi utilizada como língua franca exclusiva na ilha do Sri Lanka por quase 350 anos. Durante esse tempo, muitas línguas crioulas baseadas no Português também apareceram em todo o mundo, especialmente na África, na Ásia e no Caribe.

Com mais de 260 milhões de falantes é, como língua nativa, a quinta língua mais falada no mundo, a mais falada no hemisfério sul, a terceira mais falada no mundo ocidental e das que usam o alfabeto latino. Além de Portugal, é oficial em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 13 de Julho de 2007, na Equatorial sendo também falado nos antigos territórios da Índia Portuguesa (Goa, Damão, Ilha de Angediva, Simbor, Gogolá, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli) e em pequenas comunidades que faziam parte do Império Português na Ásia como Malaca, na Malásia e na África Oriental como Zanzibar, na Tanzânia. Possui estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul, na União Africana, na Organização dos Estados Americanos, na União Latina, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e na Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP).

Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialectos, até chegar ao estágio conhecido actualmente. Deve-se considerar, porém, que o português de hoje compreende vários dialectos e subdialetos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (português brasileiro e português europeu). No momento actual, o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende pôr cobro.

Segundo um levantamento feito pela Academia Brasileira de Letras, a língua portuguesa tem, actualmente, cerca de 356 mil unidades lexicais. Essas unidades estão dicionarizadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

 

O português é conhecido como "A língua de Camões" (em homenagem a Luís Vaz de Camões, escritorportuguês, autor de Os Lusíadas) e "A última flor do Lácio" (expressão usada no soneto Língua Portuguesa, do escritorbrasileiroOlavo Bilac). Miguel de Cervantes, o célebre autor espanhol, considerava o idioma "doce e agradável".

Nos séculos XV e XVI, à medida que Portugal criava o primeiro império colonial e comercial europeu, a língua portugesa se espalhou pelo mundo, estendendo-se desde as costas africanas até Macau, na China, ao Japão e ao Brasil, nas Américas. Como resultado dessa expansão, o português é agora língua oficial de oito países independentes além de Portugal, e é largamente falado ou estudado como segunda língua noutros. Há, ainda, cerca de vinte línguas crioulas de base portuguesa. É uma importante língua minoritária em Andorra, Luxemburgo, Paraguai, Namíbia, Maurícia, Suíça e África do Sul. Além disso, encontram-se em várias cidades no mundo numerosas comunidades de emigrantes onde se fala o português, como em Paris, na França, Hamilton, nas Ilhas Bermudas, Toronto, Hamilton, Montreal e Gatineau no Canadá, Boston, Nova Jérsei e Miami nos EUA e Nagoia e Hamamatsu no Japão.

 

  

 

 

Palavras divergentes e convergentes

 

         A base do Português é o Latim vulgar, mas há termos que entraram em épocas posteriores (Renascimento), formados com base no latim clássico.

        No léxico Português há palavras que, tendo embora o mesmo étimo latino, apresentam formas diferentes e até significados distintos.

 

Plenu > pleno (forma não muito diferente da forma de origem, por isso, formada pela via erudita)

 

Plenu > cheio (forma que sofreu alterações fonéticas resultantes da evolução por via popular)

 

        Estas palavras que provêm do mesmo étimo latino, mas por vias diferentes, designam-se palavras divergentes.

 

        Mas também se verifica o fenómeno contrário.

 

Estas palavras que provêm de étimos diferentes, com diferentes significados mas significantes iguais, são palavras convergentes.

 

Concluindo:

* As palavras formam-se a partir do latim vulgar:

         - por via popular – evolução lenta, ao longo dos séculos;

         - por via erudita – criação de palavras, geralmente por escritores         e cientistas; conservam uma forma próxima do latim.

 

* Palavras divergentes – apresentam formas diferentes, mas provêm do mesmo étimo.

 

* Palavras convergentes – apresentam a mesma forma embora tenham origem em étimos diferentes.

 

 

 

EVOLUÇÃO FONÉTICA

 

As palavras são compostas por fonemas que também estão sujeitos a transformações, pois, com o passar do tempo, as diversas gerações de falantes vão alterando a pronúncia das palavras.

PROCESSOS FONÉTICOS

 

1.    QUEDA

2.    ADIÇÃO

3.    PERMUTA

ETIMOLOGIA – disciplina que estuda a evolução das palavras desde a sua origem à actualidade

ÉTIMO – palavra originária (latina, neste caso)

 

Fenómenos Fonéticos de QUEDA

 

      I.            AFÉRESE (início)

   II.            SÍNCOPE (meio)

III.            APÓCOPE (fim)

 

QUEDA
(supressão de um elemento/fonema)

 

1.1. AFÉRESE (queda de um fonema no início da palavra)

Ex.

inamorar > namorar

ainda > inda

 

 

SÍNCOPE (queda de um fonema no meio da palavra)

Ex.

calidu > caldo

opera > obra

 

APÓCOPE (queda de um fonema no fim da palavra)

Ex.

amore > amor  

 

ADIÇÃO (acrescentamento de sons)

 

 

PRÓTESE (aumento de um fonema no início da palavra)

Ex.

levantar > alevantar

thum > atum

scribere > escrever

 

EPÊNTESE (aumento de um fonema no meio da palavra)

Ex.

depois > despois

estella > estrela

 

PARAGOGE (aumento de um fonema no fim da palavra)

Ex.

amor > amore

ante > antes

 

 

trabalho realizado por:

-         Gonçalo Gonçalves nº12 9ºA

-         Miguel Louro nº 22 9ºA

-         Charles Oliveira nº29 9ºA